Programa traz segurança para a cadeia logística e redução nos custos
Criado para aumentar a
segurança na cadeia logística, o OEA (Operador Econômico Autorizado), programa
da Receita Federal, o programa foi criado para capacitar as empresas que atuam
no comércio exterior a trabalhar com controle, segurança e conformidade no combate
ao terrorismo, crime organizado e fraudes. O programa que surgiu em 2015,
inspirado nas normas criadas pela Organização Mundial de Aduanas, depois dos
atentados de 11 de setembro, foi batizado pelas aduanas de AEO (Authorized
Economic Operator). Implementado em 69 países, como Suécia, Suíça, Turquia,
Taiwan, Japão e Alemanha, já existem: 47 mil empresas OEA no mundo, 14 acordos
de reconhecimento mútuo (13 em negociação) e 22 programas em escala plena, como
o último assinado no Brasil.
Lars Karlsson,
Presidente/CEO da KGH e criador do primeiro programa econômico AEO, brincou que
antes mesmo do programa nascer, já falava sobre ele. “Tenho visto todos os
programas de OEA, já trabalhamos em 40 países mundo a fora e hoje trabalhamos
para estruturar empresas não só para se tornar OEA, mas também em como usá-lo”.
Destacando os importantes
pilares do acordo OEA: parceria entre aduanas, setor privado e agências, ele
disse que o desenvolvimento do programa OEA está sendo realizado no mundo todo,
ressaltando que “eles se tronaram holísticos e todos os operadores são
comerciantes confiados”, ele lembrou ainda que esse instrumento não existia
antes do OEA.
O executivo comentou
ainda sobre as novas áreas que tem tomado conta da comunidade comercial
internacional: como o e-commerce. “O que eu estou dizendo é que há uma
tendência de que isso realmente fará parte dos procedimentos que vocês terão no
futuro. E há países, como Argentina que tem se desenvolvido para poder chegar
ao patamar do Brasil, que está bem mais adiantado no que se refere a
desenvolvimento do OEA”.
Segundo ele, com os
acordos de facilitação de comercio esse cenário deve aumentar ainda mais. “É
aqui que vemos a coisa crescer e no final das contas o que vale são os
benefícios: para o governo o processo se torna melhor e mais seguro, a receita
não é nem alta, nem baixa e os comerciantes tem mais lucro do que aqueles que
não participam”. E afirma: “Há dinheiro a ser ganho, sem dúvida”.
Falando em números, ele
apontou ainda que já existem empresas que economizaram de 12 a 17 dias se
tornando uma OEA, e falou que os empresários que trabalham na logística sabem
“que isso significa custo, e custo é dinheiro”. O executivo comentou sobre as
tempestades vividas pelo país em 2016, salientando que esse foi um misto de
“imprevisibilidade e tempestades”. Mas alertou que o fator não é só um “luxo”
vivenciado pelo Brasil. “Outros países mundo a fora tem visto as mesmas
questões e nós precisamos mudar a forma como estamos. A globalização pode não
estar indo como esperávamos, mas ela está aqui para ficar e tem potencial para
mais integração, mais comércio. E o que desenvolve o comércio é a sociedade, e
o potencial do Brasil como outros países é grande”, disse.
Segundo ele, “crises são
boas, pois nelas nascem as oportunidades”, Karlsson alertou a plateia a
necessidade de não se acomodar e ressaltou que “a crise da globalização desafia
as instituições mundo a fora”, além de lembrar da necessidade de se ter
cooperação internacional e global. “Já vimos crises semelhantes e acredito que
antes de melhorar ainda vai piorar”, finalizou.
Treinamento
Esse mês um treinamento
realizado pela Asia Shipping, com a participação de 11 facilitadores, que
passaram a ser os representantes em suas respectivas filiais. Além destes
facilitadores homologados a companhia realizará treinamentos a todos os
colaboradores. Para isso, ela adquiriu uma plataforma de ensino a
distância-EAD, que proporcionará a todos a condição de realizarem cursos dos
mais diversos temas relacionados a processos e procedimentos internos, sobre
comércio exterior, inclusive sobre o Programa OEA.
“Em 30 dias, o time
global da empresa deve estar treinado e, com a plataforma de ensino à
distância, vamos poder treinar periodicamente os colaboradores a respeito de
procedimentos de segurança, conformidade (compliance) e processos internos”,
disse Alexandro Ferreira, um dos coordenadores do projeto. Na visão de Silvana
Antunes, que também trabalha na coordenação do projeto, demonstrar rígidos
controles é fundamental para o posicionamento da empresa no mercado.
Fonte: Portal Guia
Marítimo