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Audiência discute cobrança de tarifa portuária, chamada de THC2

15/08/2017

A Comissão de Viação e Transportes promove audiência pública nesta quinta-feira (17) para esclarecer a cobrança da tarifa chamada de Terminal Handling Charge (THC2). Essa taxa é exigida pelos terminais portuários para separação e entrega de cargas importadas, após a descarga do navio.

Há grande divergência sobre a legalidade dessa cobrança. "Órgãos como o Tribunal de Contas da União, Tribunal de Justiça de São Paulo, Conselho Administrativo de Defesa Econômica e Agência Nacional de Transportes Aquaviários possuem entendimentos distintos sobre a cobrança", afirma o deputado Alexandre Valle (PR-RJ), que pediu a realização da audiência.

As tarifas portuárias não são regidas por leis e sim homologadas pela autoridade portuária em cada porto, de acordo com normas da Antaq.

"A indefinição sobre a cobrança da THC2 é um assunto bastante controverso. Os TRAs [Terminais Retro Alfandegados] não reconhecem a legitimidade de sua cobrança, por entenderem que tais serviços estão inclusos no escopo da THC2, havendo por conta disto, questionamentos nas esferas administrativa e judicial", afirma Valle.

Para tentar dirimir as polêmicas, o deputado quer discutir a necessidade ou não da cobrança da THC2 e avaliar se a taxa prejudica a concorrência no setor portuário. "Por fim, a audiência deve também levantar se a taxa impacta no preço final da carga aumentando, portanto, o Custo Brasil."

Debatedores
Foram convidados para discutir o assunto:

  • o presidente do Tribunal de Contas (TCU), Raimundo Carreiro;
  • o diretor da Agência Nacional de Transportes Aquaviários (Antaq), Adalberto Tokarski;
  • o presidente do Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade), Alexandre Barreto de Souza; e
  • o professor e especialista em logística internacional Paulo Ambrósio.

Fonte: Agência Câmara dos Deputados


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