Após o resultado da maior Assembleia Nacional realizada pela atual gestão, divulgado nesta quinta, em que 5.541 Auditoras e Auditores-Fiscais decidiram pela manutenção da greve da categoria, o Comando Nacional de Mobilização (CNM) se reuniu, nesta sexta-feira (5), para tratar da continuidade das ações de acirramento do movimento grevista. Participaram da reunião representantes da Direção Nacional, da Mesa do Conselho de Delegados Sindicais (CDS) e das dez Regiões Fiscais.
Entre as ações, está a inédita adesão à greve de diversas unidades aduaneiras (aeroportos de Guarulhos, Galeão, Viracopos e no Porto do Rio de Janeiro) já a partir de segunda-feira (8), ação que deverá aumentar exponencialmente o acúmulo de cargas e de DIs. A expectativa é que outras unidades aduaneiras também façam sua adesão nos próximos dias.
Em respeito à legislação de greves, haverá plantão para conferência de cargas vivas, produtos perecíveis e produtos perigosos, sendo mantido o quantitativo mínimo de 30% de postos de trabalho em operação por unidade. Desde o início do movimento, a Aduana participava realizando forte operação-padrão, conforme orientação do CNM à época, alterada agora por meio do Boletim CNM n° 40.
Dois atos públicos estão programados para este mês: um na próxima quarta-feira (10), em Santos (SP), e outro no dia 31 de janeiro, em Brasília, ambos com a participação de Auditores-Fiscais de todas as regiões do país. Na próxima quinta (11), às 14h, será realizada uma reunião ampliada do Comando para que todos possam participar das discussões sobre esta nova fase do movimento grevista - o convite será disponibilizado à categoria em breve. De acordo com o CNM, todas as definições serão atualizadas no Caderno de Mobilização na próxima semana.
Os Auditores e Auditoras-Fiscais estão greve há 47 dias pela alteração no texto do Decreto 11.545/23 e pelo cumprimento integral do Plano de Aplicação do Fundaf.